Vacinação contra a Covid de grupo prioritário deve terminar em agosto em SC

Estado aplicou nos últimos sete dias a média de 25 mil doses diárias, velocidade seis vezes maior do que nos dois primeiros meses de campanha

Prestes a completar três meses de vacinação contra o coronavírus, Santa Catarina apresenta aceleração na aplicação do imunizante. Nos últimos 7 dias, os municípios aplicaram uma média de 25 mil doses diárias em todo o Estado. O ritmo em abril é até 6 vezes maior do que o registrado no início da vacinação, em janeiro e fevereiro.

Até o balanço mais recente, divulgado na segunda-feira (12) pela Diretoria de Vigilância em Saúde (Dive), já foram aplicadas 1.056.474 de doses, sendo 819.328 referentes à primeira vacina e 237.146 à segunda.

Nas primeiras semanas da campanha de vacinação, que começou em 18 de janeiro, a média diária de doses aplicadas era de 4 mil por dia, em janeiro, e 5 mil por dia, em fevereiro. Naquele período, se mantivesse o ritmo, a vacinação do grupo prioritário em SC só terminaria em novembro de 2023. Em março, subiu para 17 mil diárias, em média.

 

 

 

Vacinação de grupo prioritário será concluída em 2020

 

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) pretende concluir a vacinação do grupo prioritário ainda em 2020. Sem mencionar uma data mais precisa, a atual representante da pasta, Carmen Zanotto, disse que a expectativa é concluir as aplicações das duas doses do imunizante em todo o grupo prioritário ainda “nos próximos meses” e ampliar a cobertura vacinal com celeridade, “se a Fiocruz e o Butantan disponibilizarem mais vacinas”.

Mesmo sem garantia de quantas doses o Estado vai receber do governo federal em cada nova remessa, a secretária disse que o objetivo é otimizar a campanha a partir da próxima semana.

— Eu desejo encerrar ainda esta semana a vacinação dos grupos acima de 65 anos e garantir a vacinação dos trabalhadores da saúde que ainda não foram vacinados, como fisioterapeutas autônomos ou aqueles que trabalham nas clínicas de odontologia, buscando junto ao Ministério da Saúde essas doses que ainda não nos entregaram — disse.

Sobre o restante da população, que não está listado como público-alvo, Zanotto preferiu “não criar expectativas”. Isso porque, conforme a secretária, a disponibilização das doses depende de fabricantes e do Ministério da Saúde.

— E é importante reforçar a importância da segunda dose. Não fazer a segunda dose é o mesmo que abandonar uma partida antes do 2º tempo. Sem ela, a gente não garante a imunização — conclui.

 

Fonte: NSC
Foto: Imagem Ilustrativa | Google