SC busca selo para comprovar qualidade dos vinhos de altitude do estado

Municípios da região estão integrando uma área que busca a indicação de procedência dos vinhos de altitude. Um selo que fortalece e consolida a qualidade diferenciada dos produtos, tornando-os conhecidos dentro e fora do Brasil, além de alavancar os negócios do setor. O Governo do Estado, produtores rurais, empresas públicas parceiras e iniciativa privada trabalham juntos para obter essa qualificação.

Para a Indicação, a Epagri em parceria técnica com a Embrapa, UFSC e Sebrae, desenvolveu os estudos técnicos para subsidiar a delimitação da área geográfica. A Vinhos de Altitude – Produtores e Associados, associação requerente da indicação geográfica, referendou a área que representa 23,2% do território do Estado, onde a altitude majoritariamente é superior a 900 metros. Essa área abrange 32 municípios do estado, entre eles Tangará, Videira, Caçador, Pinheiro Preto, iomere, rio das antas, treze tilias e campos novos.

Também foram atualizados os cadastros dos produtores e vinhedos de altitude no estado. A cadeia produtiva foi caracterizada, por meio da análise das estruturas e sistemas de produção, gestão, mercado e indicadores econômicos. A equipe analisou os vinhos da região, descrevendo aspectos físico-químicos e sensoriais que representam a qualidade da bebida de Santa Catarina.

As regiões, que se caracterizam por propiciar maturação tardia da videira para períodos em que as condições climáticas são mais favoráveis à maturação fisiológica completa, têm sido foco de interesse e investimentos. Conforme dados da Epagri, as propriedades localizadas na região de altitude de Santa Catarina possuem, em média, 6,6 hectares de vinhedo. Tangará tem uma das maiores áreas individuais com média de 11,1 hectares de vinhedos por propriedade.

 

Fonte: Assessoria Imprensa Governo SC
Foto: Divulgação Epagri