Produtores tangaraenses relaram os impactos da estiagem

Segundo o Governo do Estado, situações semelhantes aconteceram apenas em 1978 e 2006

A falta de chuva traz prejuízos para o meio rural de Santa Catarina. Desde junho de 2019, o estado vem passando pela estiagem que já é considerada a mais severa dos últimos anos e que vem afetando, principalmente, as regiões Extremo-Oeste, Oeste, Meio-Oeste, Planalto Sul, Planalto Norte e Alto Vale do Itajaí. Situações semelhantes aconteceram apenas em 1978 e 2006.

Segundo levantamentos do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), nas últimas semanas os impactos da estiagem foram agravados no estado e os principais prejuízos são sentidos nas lavouras de milho grão, silagem, feijão e soja.

 

Em Tangará, produtores estão enfrentando dificuldades na agricultura e pecuária. Hilário Betiato trabalha com milho e pecuária leiteira, ele explica que os investimentos para essa safra foram altos, levando em conta os gastos com insumos, a colheita não dará lucro.

 

O produtor Camilo Gatti relata que a safra do trigo e fruticultura estão sendo afetadas, apesar da chuva ter ocorrido em alguns períodos em que era necessária, a estiagem acabou causando prejuízos da mesma forma. Segundo ele, apesar de anos anteriores terem sido positivos para o setor, este ano está sendo muito difícil.

 

 

 

 

Rios com níveis em alerta e emergência

 

A falta de chuvas nos últimos meses tem deixado os rios da região abaixo dos níveis normais. Segundo informações do monitoramento da Epagri, em Tangará o Rio do Peixe já está em  estado de emergência.  O engenheiro agrônomo da Epagri do município, Eduardo Zago, informa não há previsão de chuva significativa para os próximos dias, o próximo trimestre também será de volumes abaixo da média. Ele ainda lembra que devemos ter o consumo consciente da água.

 

Fonte: Jornalismo Tangará AM
Foto: Divulgação | Hilário Betiato