Polícia investiga demolição de escola de comunidade quilombola em Campos Novos

Unidade foi destruída sem autorização da Secretaria de Estado da Educação no início do mês de abril.

A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar a demolição da Escola de Educação Básica José Faria Neto, que atendia uma comunidade quilombola, no interior de Campos Novos. A unidade foi destruída sem autorização da Secretaria de Estado da Educação no início do mês de abril.

Na última semana uma máquina levou abaixo toda a estrutura da escola que atendia cerca de 100 estudantes do ensino fundamental ao médio, além de atender jovens e adultos da comunidade quilombola. A escola estava fechada por conta da pandemia e as atividades aconteciam de forma remota.

A unidade escolar foi construída com recursos públicos na década de 70, sobre o terreno de uma empresa privada, a suspeita é que essa empresa tenha sido responsável pela demolição. Segundo a Polícia, em depoimento o representante da empresa disse que a demolição seria em razão da construção de outra escola.

Em nota a Secretaria informou que está apurando a ação e solicitando documentos a respeito do caso, para se necessário tomar as medidas cabíveis. Ainda segundo a nota, há uma escola nova, construída a cerca de 500 metros da antiga, que está atendendo toda a comunidade local, inclusive a comunidade quilombola.

Nesta segunda-feira (05), a deputada Luciane Carminatti (PT), entrou com duas ações no Ministério Público e no Tribunal de Contas pedindo providências. Segundo ela, o ato é totalmente irregular, porque não se pode construir ou demolir uma escola pública em terreno particular sem que antes se tenha autorização da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

 

Fonte: Com informações de NSC
Foto: Divulgação