Operação Zero Grau investiga suspeita de fraude na Celesc

Foram apreendidos carros de luxo e R$ 180 mil na casa de empresário

Ao menos quatro carros de luxo foram apreendidos nesta quinta-feira (5) na operação policial que investiga a suspeita de desvios de dinheiro das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc). Segundo a polícia, seis empresários e quatro servidores públicos, que estão aposentados, são investigados e podem responder por peculato, associação criminosa e fraude em licitação. Ninguém foi preso.

A ação policial em seis cidades catarinenses e também do Parará cumpriu 21 mandados de busca e apreensão e sequestrou 49 veículos. Além de carros, caminhões, dinheiro, documentos e equipamentos eletrônicos. Na casa de um dos empresários investigados a polícia encontrou R$ 180 mil em dinheiro.

Segundo a Polícia Civil, a investigação que iniciou há seis anos apontou que notas fiscais foram emitidas para prestar serviços em 2010 para, supostamente, consertar estragos causados por vendavais e tempestades, principalmente nas regionais de Florianópolis, Joinville, Rio do Sul e Criciúma.

No entanto, muitos dos trabalhos não foram realizados. Segundo a polícia, o desvio ultrapassa os R$ 3,3 milhões. A própria Celesc constatou irregularidades em uma sindicância interna e acionou a polícia.

“Emitiam ordens de serviços para arrumar supostamente de avarias em decorrência de eventos climáticos, mas era só pretexto para conseguir liberação de dinheiro e, consequentemente a emissão da nota fiscal. A empresa recebia e o dinheiro voltava para a diretoria. Isso foi feito em todo período de 2010”, informou o delegado Marcus Fraile, da área de combate à corrupção.

Até as 12h30, quatro carros tinham sido apreendidos e levados ao pátio da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) em São José, na Grande Florianópolis. A polícia não detalhou de quem são os veículos. Alguns devem ficar com as empresas envolvidas que serão fiéis depositárias e não poderão usá-los.

A polícia não descarta que possa haver desdobramento da operação, visto que ainda deve analisar os materiais aprendidos nesta quinta-feira. “Sempre surgem novos fatos, ramificações e não se descarte essa possibilidade de uma nova fase da operação”, afirmou o diretor da Deic, delegado Luiz Fuentes.

Por meio de nota, a Celesc informou que está colaborando com as autoridades e que aguarda a continuidade das investigações. O nome da operação “Zero Grau” é uma alusão à grande quantidade de notas fiscais frias emitidas.

Fonte: G1
Foto: NSC
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