Gasolina atinge maior preço médio de 2021 em SC

A última pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostrou que o litro do combustível no Estado custa em média R$ 5,83.

A gasolina voltou a atingir o maior preço médio do ano em Santa Catarina. A última pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostrou que o litro do combustível no Estado custa em média R$ 5,83. O valor supera em nove centavos a antiga marca, de R$ 5,74, que vinha sendo registrada nas últimas três semanas.

A pesquisa foi divulgada na terça-feira (14) e traz dados de 190 postos levantados do domingo da última semana até o sábado (11). O maior valor do ano em SC ocorreu na mesma semana em que caminhoneiros fizeram protestos em rodovias.

O valor de R$ 5,83 é a média registrada no Estado, mas regionalmente há valores até maiores. Quatro cidades têm postos que registram valores acima de R$ 6 por litro. Duas delas ficam no Oeste: Concórdia (R$ 6,18) e Caçador (R$ 6,09). Além delas, Balneário Camboriú (R$ 6,14), e Mafra (R$ 6,06) também tinham estabelecimentos entre os preços mais altos.

Essa foi a sexta vez desde março que o preço médio da gasolina em SC atingiu o recorde no ano. As mais recentes ocorreram na primeira semana de agosto (R$ 5,70) e nas últimas três semanas, quando se manteve no patamar de R$ 5,74.

Ao longo do ano, o único período de maior redução no preço foi entre março e maio, quando houve diminuição do dólar e o cenário internacional de nova onda de Covid-19 causou uma queda momentânea no preço do barril de petróleo.

Na primeira semana de janeiro, o preço médio da gasolina em SC era de R$ 4,58. Nesses pouco mais de oito meses, o combustível já acumula uma alta de 27% no Estado. No país, esse aumento já chega a 31%, segundo o IBGE.

O vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis de Florianópolis (Sindópolis), Joel Fernandes, não relaciona esse aumento na média do Estado aos bloqueios em distribuidoras de combustíveis feitos por caminhoneiros na semana passada. Na avaliação dele, o preço só não é maior porque os postos de combustíveis estariam reduzindo a margem de lucro e fazendo promoções para manter as atividades.

Para os próximos meses, o dirigente aposta em novas elevações no valor que possam aproximar o preço do litro da barreira dos R$ 7, já registrada em alguns estados desde o mês passado.

 

Com informações de NSC